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Prefeitos de Araraquara e Ribeirão Preto estão na lista de Janot

Edinho Silva (PT) e Duarte Nogueira (PSDB) foram delatados pelos funcionários da Odebrecht na investigação da Lava Jato.

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Rodrigo Janot, pediu na tarde desta terça-feira que o STF abra 83 inquéritos contra políticos delatados pelos funcionários da Odebrecht na investigação da Lava Jato.

Ele também pediu a quebra de sigilo dos depoimentos, mas quem decidirá sobre isso é o ministro Edson Fachin, responsável pela Lava Jato no STF, e não se sabe quanto tempo ele demorará para julgar as petições.

Entre os nomes estão os Prefeitos de duas cidades da nossa região – Duarte Nogueira de Ribeirão Preto e Edinho Silva de Araraquara. Um do PT e outro do PSDB

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A segunda lista Janot era esperada desde o final da semana passada e criou clima de tensão em Brasília.

Apenas com a quebra de sigilo será possível saber quem são os políticos que Janot pede que sejam investigados.

Já há indícios de que os delatores implicaram nomes relacionados a PT, PMDB, PSDB, entre outros partidos.

Segundo o STF, apenas o trabalho de registro do material enviado por Janot deve demorar entre dois e três dias. Somente depois disso é que o ministro Fachin começará a analisar tudo.

Na última quinta-feira, a assessoria de imprensa do Supremo recolheu HDs de veículos de imprensa para que, assim que a decisão de Fachin seja tomada, os jornalistas possam ter acesso ao material.

Essa fase também deverá demorar alguns dias, já que o material é pesado.

Ele é composto, em sua maioria, por vídeos e áudios.

Os advogados dos delatores pediram, no entanto, para que os vídeos não sejam divulgados, com o objetivo de se proteger a imagem dos ex-funcionários da empresa.

O material chegou ao Supremo em dez caixas, carregadas por funcionárias da PGR, por volta de 17h. Ele está sendo mantido em uma sala cofre, acessada apenas por pessoas autorizadas. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ao todo foram feitos 320 pedidos para o STF.

Além dos 83 pedidos de abertura de investigação contra os políticos com foro privilegiado (direito de presidente, ministros e parlamentares), foram solicitados 211 “declínios de competência” para outras instâncias da Justiça.

Essa cifra pode se referir a pessoas que não tem o foro e, portanto, serão julgados pela Justiça comum, ou tem foro privilegiado, mas não no STF no caso de a lista incluir governadores, por exemplo, o caso irá para o STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Também foram pedidos sete arquivamentos e 19 outras providências, que não ficaram claras quais são.

A lista era esperada desde o final da semana passada e criou clima de tensão em Brasília.

No Congresso, já se falava no início dessa semana em medo de uma “paralisia” na Casa e parlamentares começaram a relativizar o recebimento de caixa dois, uma das acusações que os executivos da Odebrecht já relataram ao longo dos últimos meses. O envio dos documentos provocou apreensão nos deputados nesta terça-feira à tarde. Vários perguntavam à imprensa se “algum nome” havia saído. “Esta é a realidade da Casa, infelizmente”, afirmou Alessandro Molon (Rede-RJ).

Na avaliação do parlamentar, a lista deve emperrar ainda mais as votações no Congresso:

“O Governo quer fazer parecer que não, mas a realidade é que haverá uma convulsão em sua base aliada, uma vez que muitos serão alvos de inquérito”.

Segundo os jornais O Globo e Folha de S.Paulo,os pedidos de abertura de inquérito incluem ao menos cinco ministros de Michel Temer:

-Eliseu Padilha (Casa Civil)

-Moreira Franco (Secretaria Geral)

-Aloysio Nunes (Relações Exteriores)

-Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia)

-Bruno Araújo (Cidades).

Também estariam na lista os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Eunicio Oliveira (PMDB) e os senadores Aécio Neves e José Serra (PSDB) e Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão (PMDB).

Dos pedidos que foram enviados para outras esferas judicais, estariam, segundo os jornais, os nomes de Lula e de Dilma Rousseff.

Até agora, já havia indícios de que parte desses nomes tinha sido implicada nas delações.

A quantidade de políticos que deve ser investigada agora parece superar em número a primeira lista de Janot, de 2015, quando 50 nomes foram envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras.

Veja mais alguns nomes ja divulgados:

Ministro

-Marcos Pereira (PRB-RJ), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Governadores

-Renan Filho (PMDB), de Alagoas

-Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro

-Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais

-Tião Viana (PT), do Acre

-Beto Richa (PSDB), do Paraná

Senadores

-Lindbergh Farias (PT-RJ)

-Jorge Viana (PT-AC)

-Marta Suplicy (PMDB-SP)

-Lídice da Mata (PSB-BA)

Deputados

-Marco Maia (PT-RS)

-Andres Sanchez (PT-SP)

-Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)

-José Carlos Aleluia (DEM-BA)

-Paes Landim (PTB-PI)

Políticos sem foro

-Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro do governo Temer

-Sergio Cabral (PMDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, atualmente preso

-Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, atualmente preso.

-Duarte Nogueira (PSDB-SP), prefeito de Ribeirão Preto

-Paulo Skaf (PMDB-SP), candidato derrotado a governador de São Paulo em 2014

-Edinho Silva (PT-SP), ex-tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, atual prefeito de Araraquara

-Anderson Dornelles, ex-assessor direto da ex-presidente Dilma Rousseff

fonte: emribeirao

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