Uma pesquisa recente realizada pela Quaest revela que a economia do Brasil, especialmente os gastos públicos e a taxa de juros, são as principais preocupações dos cidadãos em relação ao novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com os dados, 27% dos entrevistados destacaram esses aspectos como prioritários, superando em dez pontos percentuais a segunda maior preocupação, que se refere à segurança pública e questões ligadas à violência, facções e drogas, com 17%.
Preocupações do eleitorado
Além das questões econômicas, os resultados da pesquisa mostram que a corrupção e os escândalos, assim como a governabilidade e a relação com o Congresso, são temores que afetam 12% dos entrevistados. Outros aspectos que geram preocupação incluem a educação, com 8%, e a saúde, que preocupa 7%. Questões ambientais, como desmatamento e mudanças climáticas, foram mencionadas por 5% dos entrevistados, enquanto a relação com outros países e viagens foi sinalizada por 3%. Um total de 9% dos participantes não souberam ou preferiram não responder.
Diferenças de gênero e renda
A preocupação com a economia se mostra uniforme entre os gêneros, com 27% de homens e mulheres citando esse fator. No entanto, ao segmentar por renda, é possível observar que 30% dos eleitores com renda superior a cinco salários mínimos se mostraram mais preocupados com a economia, em comparação a apenas 20% daqueles que recebem até dois salários mínimos. Neste último grupo, as preocupações com economia e violência empatam em 20%, enquanto 16% expressam apreensão quanto à relação entre Lula e o Congresso.
Sentimentos de otimismo
A pesquisa também investigou as fontes de otimismo dos brasileiros em relação ao governo Lula 4. Um em cada cinco entrevistados (20%) mencionou a democracia e o combate ao bolsonarismo como fatores que geram esperança. Outros 17% destacaram a importância de programas sociais e a redução da desigualdade, enquanto 16% mostraram otimismo em relação à regulação das apostas e das redes sociais.
Expectativas por renda e gênero
O otimismo quanto à democracia e ao combate ao bolsonarismo se mostra mais evidente entre homens (19%) e mulheres (21%), embora as mulheres indiquem maior esperança na promoção de programas sociais (20% contra 14% dos homens) e no cuidado com o meio ambiente (13% contra 7%). A análise por renda revela que os mais ricos (22%) possuem maior otimismo em relação à democracia e ao bolsonarismo do que os mais pobres (15%), que, por sua vez, mostram mais esperança em programas sociais (21% contra 10%).
A pesquisa da Quaest, realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro com 2004 eleitores, apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Portal Fala Matão – A notícia que Matão confia!












