A falta de condições de financiar a estrutura administrativa com recursos da economia local; a elevada rigidez do orçamento das prefeituras, sobretudo, com gastos com pessoal; e as dificuldades para o cumprimento das obrigações financeiras e de gerar bem-estar e competitividade por meio de investimentos foram os principais problemas identificados no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2019, que tem como base os dados fiscais oficiais de 2018. Ele é composto por quatro indicadores: IFGF Autonomia, IFGF Gastos com Pessoal, IFGF Liquidez e IFGF Investimentos.
Melhor colocada no Brasil
Gavião Peixoto (SP) ficou em primeiro lugar no ranking nacional do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) dividindo a poisção com Costa Rica (MS), São Pedro (SP) e Alvorada (TO). Gavião Peixoto foi excêlencia nos quatro quesitos do levantamento, ou seja, nota máxima em: autonomia, gastos com pessoal, investimentos e liquidez.
Lista mostra posição regional por ordem alfabética
Posição das cidades da região
| Cidades | Estadual | Nacional |
| Aguaí | 63º | 416º |
| Águas da Prata | 138º | 781º |
| Américo Brasiliense | 561º | 3.500º |
| Analândia | 473º | 2.605º |
| Araraquara | 264º | 1.424º |
| Araras | 204º | 1.106º |
| Boa Esperança do Sul | 294º | 1.612º |
| Brotas | 143º | 811º |
| Caconde | 295º | 1.623º |
| Casa Branca | 208º | 1.129º |
| Conchal | 398º | 2.141º |
| Corumbataí | 315º | 1.727º |
| Descalvado | 215º | 1.169º |
| Divinolândia | 337º | 1.805º |
| Dourado | 132º | 751º |
| Gavião Peixoto | 1º | 1º |
| Ibaté | 62º | 413º |
| Itirapina | 157º | 902º |
| Itobi | 416º | 2.275º |
| Leme | 50º | 362º |
| Matão | 341º | 1.820º |
| Motuca | 48º | 356º |
| Nova Europa | 100º | 560º |
| Pirassununga | 346º | 1.847º |
| Porto Ferreira | 223º | 1.211º |
| Ribeirão Bonito | 110º | 615º |
| Rincão | 474º | 2.610º |
| Rio Claro | 579º | 3.742º |
| Santa Cruz da Conceição | 220º | 1.196º |
| Santa Cruz das Palmeiras | 129º | 742º |
| Santa Gertrudes | 513º | 2.950º |
| Santa Lúcia | 450º | 2.473º |
| Santa Rita do Passa Quatro | 453º | 2.488º |
| São Carlos | 509º | 2.915º |
| São João da Boa Vista | 61º | 410º |
| São José do Rio Pardo | 173º | 962º |
| São Sebastião da Grama | 432º | 2.377º |
| Tambaú | 23º | 165º |
| Tapiratiba | 548º | 3.339º |
| Trabiju | 563º | 3.525º |
| Vargem Grande do Sul | 123º | 692º |
O estudo da Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – avaliou o desempenho econômico de 5.337 cidades brasileiras. A conclusão é que 73,9% (3.944 cidades) estão em situação fiscal difícil ou crítica.
Diagnóstico da cidade de Matão (SP)
Matão ficou 341ª posição no ranking estadual e na 1.820ª posição entre todas as cidades analisadas pela Firjan no Brasil. Nos quesitos autonomia e gastos com pessoal a cidade ficou bem avaliada, ultrapassando a nota mínima de 0.8 exigida pela Firjan para ficar no nível de Excelência. Já nos quesitos investimentos e liquidez Matão ficou classificada como situação crítica, ficando com 0,3540 no quesito investimento e 0,0 no quesito liquidez, sendo 0,4 a nota mínima para não ficar no vermelho.
No quesito autonomia Matão (SP) tem ótimos indíces desde 2013, graças a boa arrecadação de impostos oriundas das grandes empresas instaladas na cidade. Mesmo com grande arrecadação, dando autonomia para a cidade, não houve grandes investimentos, por isso existe essa discrepância entre esses dois quesitos.
No quesito liquidez Matão não atinge nenhum tipo de pontuação desde 2013.
Evolução anual
Se fizermos uma analogia dos dados de Matão desde 2013 a cidade teve um melhor desempenho nesse último levantamento perdendo apenas para os anos 2013 e 2014.
Realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o estudo analisou as contas de 2018 de 5.337 municípios brasileiros. O levantamento foi feito com base em dados oficiais repassados pelas próprias prefeituras à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Para conferir o levantamento completo, clique aqui.
Todos os municípios que estão nesta situação, onde vivem 97,8% da população brasileira, declararam suas contas à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Outros 231 ficaram de fora porque ou não informaram os dados no prazo ou havia alguma inconsistência na declaração. Para a Firjan, o fato de essa parcela ser pequena representa um avanço na transparência das informações.
Diagnóstico a nível Brasil
O Brasil tem 73,9% dos municípios em situação difícil ou crítica.
• Gestão em Dificuldade – 33,4% dos municípios tem resultados entre 0,4 a 0,6 ponto (laranja)
• Boa Gestão – 22,1 dos municípios tem 0.6 e 0,8 ponto (verde)
• Gestão de Excelência – 4% dos municípios tem resultados superiores a 0,8 ponto











