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Câmara avalia pedido de cassação de vereadores investigados na Sevandija

Conselho de Ética discutirá denúncia de quebra de decoro parlamentar. Vereadores suspeitos estão afastados do Legislativo em Ribeirão Preto.

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O Conselho de Ética da Câmara realizou nesta terça-feira (4) a primeira reunião sobre um pedido de cassação, por quebra de decoro, contra nove vereadores investigados na Operação Sevandija em Ribeirão Preto (SP).

A denúncia foi encaminhada por representantes de movimentos sociais e sua discussão depende de um parecer do departamento jurídico da Casa, que deve analisar o caso até a próxima semana.

Os parlamentares estão suspensos dos cargos e proibidos de entrar no prédio do Legislativo, bem como em qualquer repartição pública, desde o início de setembro, quando foi deflagrada a primeira fase da operação da Polícia Federal e do Ministério Público contra fraudes em licitações de R$ 203 milhões, pagamento de propina e negociação de cargos.

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São eles: o presidente Walter Gomes (PTB), Samuel Zanferdini (PSD), Evaldo Mendonça da Silva, o Giló (PTB), Capela Novas (PPS), Genivaldo Gomes (PSD), Cícero Gomes (PMDB), José Carlos de Oliveira, o Bebé (PSD), Maurilio Romano (PP) e Saulo Rodrigues da Silva, o Pastor Saulo (PRB).

Os nove são suspeitos, segundo as investigações, de negociar cargos com a Prefeitura por meio de serviços terceirizados pela Companhia de Desenvolvimento (Coderp). Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça evidenciam que Walter Gomes usou a Secretaria Municipal de Infraestrutura para captar votos nas eleições.

Outras gravações obtidas pela Sevandija mostram Capela Novas, único dos investigados que foi reeleito para 2017, falando com um cabo eleitoral sobre o apoio de um chefe do tráfico na zona oeste.

Sem os nove vereadores, e sem a convocação dos suplentes, a Câmara segue com 13 parlamentares, sem quórum suficiente para votar projetos como o orçamento municipal de 2017 e a rejeição das contas da prefeita Dárcy Vera (PSD) em 2012 e 2013.

foto: G1

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