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Brasil apresenta contribuições para COP31 após sediar a COP30

O país destaca ações climáticas em Antália, com foco em metas ambiciosas até 2030.

Após sediar COP30, Brasil leva novas contribuições à COP31, na Turquia
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Representantes do governo brasileiro anunciaram, nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, os planos do país para a 31ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, a COP31, que ocorrerá de 9 a 20 de novembro em Antália, na Turquia. Após sediar a COP30 em Belém do Pará, o Brasil se prepara para montar o “Pavilhão Brasil”, que contará com aproximadamente 130 eventos destinados a apresentar iniciativas governamentais e colaborações com universidades e a sociedade civil.

Ações climáticas e metas ambiciosas

A embaixadora Liliam Chagas de Moura, diretora do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, destacou que o Brasil levará para a COP31 iniciativas lançadas na COP30, incluindo um acelerador global para implementação de políticas climáticas. Ela enfatizou a preparação da delegação brasileira, que apresentará dados sobre a redução do desmatamento, o novo inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa e o abrangente Plano Clima, contendo 16 planos setoriais de adaptação e oito de mitigação.

Compromissos climáticos e financiamento

O secretário nacional de Mudança do Clima, Aloísio de Melo, reiterou o compromisso do Brasil com a política climática, ressaltando que esta é uma prioridade do governo. Ele convidou outros países e o setor privado a se unirem a esse esforço, destacando a importância da implementação de metas climáticas. A ex-ministra Marina Silva (Rede-SP) também sublinhou a relevância do compromisso formalizado na COP30 para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e o desmatamento até 2030.

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Expectativas para a COP31

A COP31 deverá reunir cerca de 60 mil participantes, e o foco principal será alcançar consensos sobre temas críticos, como o Fundo de Perdas e Danos e o financiamento das metas climáticas, especialmente para nações em desenvolvimento. O deputado Nilto Tatto (PT-SP), organizador do debate na Câmara, expressou esperança de que a nova situação política nos Estados Unidos favoreça as negociações climáticas.

Papel do Parlamento e inclusão indígena

A audiência na Câmara contou com a participação de organizações não governamentais, que enfatizaram a importância de transformar compromissos climáticos em resultados práticos. A diretora da Plataforma Cipó, Maiara Folly, salientou o papel do Parlamento na política climática, sugerindo que audiências públicas ajudem a alinhar o orçamento público com os objetivos de descarbonização. A deputada Sônia Guajajara (Psol-SP) pediu que os povos indígenas sejam incluídos nas decisões climáticas, ressaltando a importância de transformar sua força em poder decisório e compromissos concretos.

A audiência pública, realizada na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, serviu como um importante ponto de referência para os parlamentares que participarão da COP31, reforçando a posição do Brasil nas discussões sobre mudanças climáticas.

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Fonte e foto: Câmara dos Deputados

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