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Hacker da Vaza-Jato, de Araraquara, é preso novamente pela Polícia Federal

Segundo investigadores, Walter Delgatti descumpriu restrições judiciais e continuou usando a internet, mesmo proibido, além de ter mudado de endereço sem avisar a Justiça.

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O hacker Walter Delgatti, que ficou conhecido pelo acesso de mensagens da Lava Jato, foi preso novamente pela Polícia Federal (PF) em São Paulo. A informação foi confirmada pelo advogado dele, Ariovaldo Moreira.

Segundo os investigadores, Delgatti descumpriu restrições judiciais. Ele voltou a usar a internet, mesmo proibido, e teria mudado de endereço sem comunicar a Justiça. A prisão foi decretada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.

A PF identificou contas de e-mails e também um site de compras atreladas a Delgatti. De acordo com a investigação, selfies feitas pelo hacker, armazenadas nas contas em datas posteriores à proibição judicial, facilitaram a associação de Delgatti às contas. Os acessos a esse endereço eletrônico teriam sido feitos em setembro, outubro e novembro de 2022.

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Inicialmente, Delgatti não foi encontrado em dois endereços que forneceu à Justiça, em Araraquara e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O hacker já havia sido preso preventivamente em 2019, depois de invadir mensagens de investigadores da Lava Jato por meio do aplicativo Telegram, o que resultou no escândalo da Vaza-Jato.

Procurada, a PF informou que não divulga ou confirma nomes de presos ou investigados, nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento.

Veja posicionamento da defesa
A defesa de Walter Delgatti Neto, confirma que, na data de ontem, ele foi detido e preso pela Policia Federal na cidade de São Paulo.

A prisão foi determinada pelo Juízo da 10ª Vara Federal de Brasília, e teve como motivação o descumprimento das medidas cautelares impostas por ocasião da concessão da liberdade provisória, em especial, pelo fato de Walter ter acessado a rede mundial de computadores.

A defesa irá requerer seja restabelecida a liberdade provisória anteriormente concedida.

Fonte: CNN

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