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Centenas de pessoas pedem paz em ato após morte de mulher em bosque de Araraquara

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A série de atos de violência terminando com a morte da empresária Tereza Margiotti, no bosque do Jardim Botânico, dia 30 de setembro, foi lembrada neste domingo, por cerca de 700 pessoas em uma passeata simbólica ao redor do espaço em que a moradora do bairro saiu para caminhar e não retornou. Ela foi assassinada com requintes de crueldade por um homem preso no mesmo dia acusado, ainda, de duas tentativas de roubo, de estupro e um furto.

Com flores brancas e camisetas com a foto de Tereza, amigos e familiares se reuniram a algumas centenas pessoas sensibilizadas com a dor e assustada com a barbárie gratuita. Um dos quatro filhos da empresária disse que o encontro serviu também para pedir mais paciência e menos violência. Juntos, o grupo fez uma oração no local marcado pela morte de Tereza deixando rosas brancas.

O caso envolvendo a morte de Tereza ganhou repercussão devido a gravidade e crueldade. Ela saiu de casa cedo para caminhar no Bosque como fazia periodicamente. Foi morta aleatoriamente com requintes de crueldade, amordaçada e teve as mãos e pés amarrados com a própria roupa, O autor, segundo a polícia, foi Edmilson Rocha de Matos, 38. Ele está preso provisoriamente na Penitenciária de Serra Azul. A unidade é destinada a criminosos envolvidos em abusos sexuais.

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É que após o crime, outros fatos surgiram. Descobriu-se que na mesma semana, o rapaz que morava no conjunto habitacional do Jardim Dom Pedro, mais conhecido como Pedregal, havia fugido da Casa Caibar por internação compulsória (por ordem judicial) para tratamento de transtorno mental devido ao uso de drogas.

Chegou a ser detido com uma bicicleta furtada, mas não foi preso por ter assumido o crime e deixado a situação de flagrância. Um inquérito foi aberto. Depois, tentou roubar e abusar sexualmente de duas universitárias de 21 anos na Rua Imaculada Conceição, no Centro. As meninas voltavam para a república onde moram quando foram abordadas. Armado com uma faca, primeiro, pediu dinheiro. Depois, mandou que fizessem sexo oral. As duas correram cada uma para um lado e se machucaram. Por sorte, uma pessoa apareceu e ajudou.

Com base nos relatos outra vítima apareceu para prestar queixa. A mulher de 38 anos, que trabalha como jardineira, estava em um bar com amigos próximo ao apartamento do acusado. Ao sair, foi abordada pelo vizinho. Com uma faca, tentou levá-la ao mato. Ela gritou e foi socorrida pelos amigos. Com medo, o acusado fugiu. “Ele falou: ‘fica quieta, senão te mato agora’. Eu pensei que fosse morrer ainda bem que apareceram os homens.”

Texto: Cláudio Dias/Araraquara Já

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