No próximo dia 10 será comemorado o 69º aniversário de criação do Policiamento Rodoviário, oportunidade em que o presente será ofertado aos cidadãos usuários das rodovias, com o desencadeamento de uma Operação Especial em todo o Estado de São Paulo, contando com o reforço do efetivo e do número de viaturas.
Serão desenvolvidas diversas ações de fiscalização, priorizando o uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção, motociclistas, ultrapassagens proibidas, limites de velocidade e alcoolemia, além de campanhas para conscientização dos pedestres sobre o uso das passarelas.
O Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) atuará para combater o roubo de cargas e o tráfico de drogas, fomentando maior segurança aos usuários das rodovias. A data, também, contempla a comemoração do Dia do Policial Militar Rodoviário, instituído para relembrar a gênese do Policiamento Rodoviário, por meio do projeto de lei de iniciativa do Deputado Estadual Gil Lancaster, como forma de valorizar nossos profissionais que se empenham diuturnamente para a garantia de um trânsito e de rodovias mais seguras para todos.
As mortes no trânsito são consideradas hoje uma das maiores causas externas de letalidade, não só no Brasil como no mundo, e a responsabilidade está nas mãos de todos nós. Por isso contamos sempre com a colaboração de todos e cada um no cumprimento das regras de trânsito, além da cordialidade, que é um fator muito importante para evitar violência gratuita no trânsito.
Aproveitando então essa data comemorativa, queremos renovar nosso compromisso com o cidadão e usuário das rodovias que compõem a malha viária do 3º Batalhão de Polícia Rodoviária: trabalharemos incansavelmente para proteger a vida e a incolumidade física das pessoas garantindo a obediência às normas de trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes de trânsito. Enfim, continuaremos buscando um trânsito em condições seguras, que é direito e responsabilidade de todos.
UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA
Entre os anos de 1920 e 1924, Washington Luiz governou o Estado de São Paulo. O slogan da sua gestão era: “governar é abrir estradas”, o que lhe rendeu o apelido de “O Estradeiro”. Uma de suas obras mais importantes foi a pavimentação, em concreto, do Caminho do Mar. Além disso, implantou diversas estradas ligando São Paulo aos Estados vizinhos e ao Porto de Santos. Após a 2ª Guerra Mundial, quando houve a liberação da importação de combustíveis no País, o automóvel passou a ser importado em maior escala. E eram veículos possantes para os padrões da época.
Em 1947 o Governo paulista entregou ao tráfego uma autoestrada com características arrojadas para a época: a via Anchieta, com sete metros de largura e 50 km de extensão. Era uma pista moderna e veloz, que permitia desenvolver velocidade máxima de até 80 km/h (na época, só uma pista, hoje chamada de ascendente).
Porém, a falta de prática dos motoristas (que no período da 2ª Grande Guerra dirigiam veículos movidos a gasogênio, que propiciava baixas velocidades), e o aumento do volume de veículos, passou a gerar acidentes de trânsito com muita frequência. Era necessário então, disciplinar o trânsito, orientar e auxiliar os usuários e policiar de forma mais efetiva as estradas que começavam a surgir a partir da capital paulista.
Nessa época, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) cria o Conselho Rodoviário do Estado, com representantes de diversos segmentos da sociedade.
O 1º Tenente José de Pina Figueiredo, da Força Pública de São Paulo (hoje Polícia Militar), é indicado a compor o Conselho Rodoviário, pois havia organizado com sucesso o Pelotão de Trânsito da Força Pública, que atuava no centro da Capital paulista.
O Tenente Pina passa a percorrer a Via Anchieta, observando o tráfego e estudando como agir. Após essa fase de estudo do problema, propõe ao Conselho e ao Governo do Estado a criação de um Corpo de Policiamento Rodoviário, que foi efetivado pelo Decreto Estadual 17.868, de 10 de janeiro de 1948.
Esse grupo especial, com efetivo de 60 homens, era vinculado ao Departamento de Estradas e Rodagem (DER), que integrava a Secretaria de Viação e Obras Públicas. O efetivo incluía veteranos da Força Expedicionária Brasileira e utilizavam uma caminhonete Ford 1942 e
motocicletas Harley-Davidson 1200. Pouco depois, foram adquiridas mais motocicletas, quatro Jeeps Willys e quatro Land Rover.
Para integrar o Corpo de Policiamento Rodoviário, alguns requisitos eram necessários:
1. escolaridade: ginasial (no mínimo);
2. ótima conduta social, preferencialmente oriundos de Organizações Militares;
3. altura mínima de 1,70 m;
4. os policiais não podiam beber ou fumar.
Os policiais utilizavam revólver calibre 38 e o uniforme era semelhante ao adotado pela Califórnia Highway Patrol (CHiPs).
Desse pequeno grupo de profissionais, nasce uma das maiores e mais respeitadas Organizações Policiais Rodoviárias do Brasil e do Mundo, o Comando de Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo, órgão de execução especial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, responsável por garantir que você transite com segurança nas melhores rodovias do país.
fonte/foto: Polícia Rodoviária
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